terça-feira, junho 19, 2007

Rock & Roll na Veia



E resurge das cinzas o blog. Esse mereceu o renascimento.

T+

domingo, dezembro 31, 2006

Saddam Enforcado



Quem será o próximo?

domingo, novembro 05, 2006

emancipando



perspectiva experimental da mulher moderna.

música: My favorite thigs (por john coltrane)

quarta-feira, março 01, 2006

Carnaval tem cheiro.

Na sexta feira, dia oficial de abertura do carnaval de Recife e Olinda (oficial porque, mais de mês antes já é, na pratica, carnaval), chegava ao Recife antigo, para ver Alceu, não oficialmente uma espécie de embaixador ou rei, vcs escolhem, tocar. Alceu e troças de frevo, nações de maracatus e todo tipo de variedade que se pode ver no carnaval de Recife/Olinda. Até um trio de forró pé de serra eu encontrei! Enquanto chegava, alem do cheiro de cerveja, espetinhos sabe deus feitos do que, mijo em alguns cantos, dá para sentir o clima diferente que o carnaval tem. Para mim é tão nítido que o cheiro, não da mistura de tudo o que citei antes, chega às narinas sem muito esforço. É o cheiro da expectativa, da mudança que a época traz a uma cidade como Recife ou Olinda. É o cheiro bom da vontade de se divertir, é um cheiro que não se sente em camarotes com ar condicionado, se eles existissem por aqui, porque desses eu não vi.

Durante a semana do carnaval, toda a cidade se movimenta em torno da festa, toda a cidade mesmo. Eu pego a ônibus com meninas vestidas de passista de frevo, meninas vestidas de policia, salva-vidas, coelhinhas e, claro, olho de maneira sacana para todas elas, desejando que não estivem vestidas de porra nenhuma. Os ônibus vêm com avisos para usar camisinha, sugestivo para mim e para as meninas, avisos para ninguém quebrar, aviso para não beber, é tanto aviso que eu só lembro daqueles que já sigo durante os dias normais, o resto esqueço.

É carnaval, e eu bebo enquanto derreto nas ladeiras de Olinda, bebo enquanto ando desordenadamente seguindo qualquer troça que passe, bebo enquanto paro para falar com algum conhecido que, por milagre, eu encontre pelas ladeiras. Milagre porque, afinal, não sou benzina que conhece até os vendedores de cerveja. E bebo quando volto ao Recife Antigo para sentir novamente o cheiro de carnaval e ver algum dos shows, tipo o de Nação Zumbi. Nesse eu sinto o cheiro dos becks também. Fazer o que, no final das contas, mudei de idéia, o cheiro do carnaval é o cheiro de tudo que acontece de bom durante essa fértil semana. Fértil mesmo, muita gente não segue o conselho de use camisinha do ônibus, é o preço que se paga por andar de táxi com ar condicionado.

valeuz...

Transgêneros


O tema da dissertação nada-a-ver de hoje é: metrossexualisação.

Deixando qualquer lirismo de lado, vamos falar um pouco sobre esse novo produto da sociedade moderna.
A primeira e mais intuitiva idéia que se tem ao ouvir o termo, pela primeira vez, é associar o nome à metragem do pau, um equívoco bastante aceitável.
Mas, apesar desse novo gênero fazer parte do mesmo extrato social dos gays, o sentido real da palavra está na fusão entre 'metropole' e 'heterossexual'.

Eles hidratam a pele, o cabelo, fazem unhas, sobrancelhas, e se anabolizam mais e mais. Frescura pouca é bobagem.
A revolução em questão já pode ser observada na adolescência. É a nova remessa de rapazes que preferem transar com um espelho a uma noite de volúpias carnais.

A mais recente neurose urbana, que promete chegar às tabocas indígenas, chegou pra revirar todo e qualquer conceito por cima da dicotomia feminino/masculino, e evidenciar o "homem-gel" do futuro, que apesar de cheiroso, tem sido vítima de (pré)conceitos diversos. A maior parte da resistência vem de nós, o homem-das-antigas, que nem sequer faz a barba.
Porém, reprimir esse tipo de prática é uma atitude um tanto incoerente, considerando que nem mesmo as mulheres andaram aprovando a nova espécime.
O motivo é simples: metrossexuais procuram mulheres perfeitas! E todo mundo sabe, que assim como a arara-do-pescoço-azul, mulher perfeita anda em extinção.
A coisa fica preocupante quando se lançam estatísticas, provando que você, hetero convicto, que está lendo esse texto, irá abraçar a causa em menos de 10 anos.
Imagine o desespero das amantes de uma boa pegada, ou daquelas mulheres que adoram esquentar as faces com um bom e sugestivo tapa.

E de quem é a culpa, afinal? eu voto na overdose de novelas e seus super-heróis lindos e maravilhosos!
Chegamos a era dos cabelos inabaláveis e dos anabolizantes-campeãs-de-venda! É a geração da completa falta de virilidade!
O novo homem se “androginou” e os feromônios estão em processo lento e doloroso de banalização.
A nova tendência é inevitável e chegou pra estremecer as bases do status-quo. E agora? O que fazer?
Brindemos ao século das brochadas fenomenais...


*post inteiramente dedicado ao amigo B. von Sohsten

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Confidencial.doc

Aqui vai mais outra lenda lombrada da rede eDonkey. Este documento é uma livre-tradução desse achado do mundo fake (original em espanhol).

Para quem tiver interesse no documento, aí vão alguns links que podem ajudar na compreensão do texto:

Patrick Süskind

O Perfume

Divirtam-se.

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Confidencial

Meu nome é Salvador Buendail, tenho 63 anos e moro em Petrel, uma cidade da costa mediterrânea Espanhola, próxima de Alicante. O motivo desta carta não é outro que o de trazer luz às tuas perguntas e poder esclarecer um enigma que depois de tantos anos continua a martelar minha consciência. Tuas teorias a respeito da autoria do Livro O Perfume não estão fora de rumo. Efetivamente, Patrick Süskind é um impostor. E um impostor com muita imaginação.

Há 40 anos, quando o turismo começou a crescer na Espanha, sobretudo em zonas como esta da costa brava, numerosos estrangeiros povoavam nossas cidades e desfrutavam do sol mediterrâneo. Alemães, suecos, dinamarqueses, ingleses e todos os que tivessem olhos azuis eram suscetíveis de vir a esta maravilhosa terra.

Um dia chegou a Petrel um tipo chamado William. E. Süskind. Eu me dedicava naquele tempo ao mesmo que me dedico até hoje e o que fazem a maioria das pessoas das redondezas: a fabricação de sapatos. Lembro que naquela época eu tinha uns 23 anos e precisava de dinheiro. Meu pai morreu na guerra civil e vivia apenas com minha mãe. Tínhamos uma casa grande e se algum viajante ia de passagem por Petrel, alugávamos a casa e assim tirávamos algum dinheiro extra.

Pois bem, W. E. Süskund me disse que era um escritor alemão e que tinha vindo da França para a Espanha. Tinha escolhido Petrel porque gostou do clima local, mas não queria o tumulto dos povos costeiros.

Pediu a mim e a minha mãe um lugar para passar os 3 meses de verão, que o primeiro e o segundo mês estaria só, mas que em agosto viria sua mulher e seu filho a passá-lo com ele. Parece que estava escrevendo um livro e lembro que trazia com ele uma caixa, e nada mais.

Decidimos que ele seria um bom investimento; sabia falar bem o casteliano e parecia boa pessoa. Além do mais não é todo dia que se conhece um artista. E assim nós concedemos um espaço para ele.

Os dias e as semanas foram passando e pouco a pouco, sobretudo nos jantares, William e eu nos tornávamos amigos.

Um dia (que o vinho nos animou mais que o normal) William me contou o que tinha em mãos: parece que ele tinha passado os últimos meses na França pesquisando sobre um homem muito estranho que viveu no sul do país e que se dedicava a fazer perfumes. Pelo visto, numa cidade da costa conseguiu o diário deste homem. Só me disse que junto com esse diário pôde comprar-lhe à pessoa que o tinha dado uma grande quantidade de perfumes que o estranho homem havia elaborado.

Não me disse nada mais, perguntei se ele tinha ou não uma vida interessante e ele respondeu que não era exatamente interessante, talvez tivesse uma vida ativa.

Não voltamos a falar mais do tema. Em agosto chegaram sua mulher e seu filho Patrick e passaram o último mês percorrendo muitos lugares vizinhos à Petrel.

No final do verão disse-me que seu trabalho havia terminado e que que voltaria com sua mulher e seu filho a Ambach. Mas antes de ir, ele me deu um presente: quatro frascos de perfume dentro de uma caixa. Só me pediu que os cuidasse, que eu poderia usar do modo que eu quisesse, mas que os cuidasse pois eram de grande valor.

Perguntei-lhe quando poderia ler o livro que ele tinha vindo escrever, e ele me respondeu que nunca veria. Que se tinha dado conta de que há coisas que
jamais se devem contar e que a vida daquele homem estranho deveria ficar entre as páginas de seu diário. Disse que a única coisa que lamentava é que ninguém tivesse conhecido desse homem estranho o que realmente valeria a pena conhecer: os seus perfumes. "Por isso lhe darei os perfumes”, disse ele a mim.


O que soube depois disso é que William morreu 3 anos mais tarde por causa de uma pneumonia. Vinte e cinco anos mais tarde, em 1985 chegou em minhas mãos um exemplar de O Perfume. Eu sabia que Patrick era o filho de William, mas não que o livro era o que seu pai veio a relatar anos antes.

Agora sabes a verdade. O Perfume é um livro que está baseado na vida de uma pessoa que existiu de verdade, e quem iniciou tudo foi William. Patrick só assumiu uma posição que, seguramente, seu pai nunca quis que o tomasse.

Anexo com esta carta os 4 perfumes que William me presenteou. Não sei se te servirão de algo, mas eu nunca precisei nem usei. Creio que na etiqueta, em francês, ele pôs o nome de duas mulheres e nos outros dois ele pôs algo como suor e outra coisa muito rara. O livro te dará mais pistas.

Espero ter ajudado.

sábado, janeiro 21, 2006

Neo-voyeurismo


Não faz mais de 4 meses. Estava eu, de forma despretensiosa, em comunidades virtuais(orkut), quando tive o enorme prazer de encontrar uma meretriz digital no mínimo intrigante.
Não lembro o nome, nem a idade(entre 30 e 40, talvez). Ganhava a vida fazendo o que ela mesma chamava de stripper virtual!!! Isso mesmo...
Naquele instante, confesso que me assustei com tamanho despudor e devassidão, mas eu não podia negar, era uma devassa high-tech, vanguardista, e libertária, porque não?!
Tentei me controlar, tenho namorada, e a amo, inclusive. Mas como um bom tecnólogo, ou melhor... um tecnólogo razoável, ou melhor ainda... um pervertido, adicionei-a no msn.
Pra minha surpresa, ela estava conectada!
Dois detalhes importantes: o status da figura estava como ocupado, e o nick dizia "quem não comprar meus serviços até o dia 30 desse mês, será excluído do meu msn". Meu deus, que maravilha!!! Fiquei bastante emocionado, é verdade, eu acabara de conhecer uma profissão realmente nova, segura, e que bate de frente com as crônicas de costume atual.

iniciei o diálogo de forma respeitosa:
-oi!
no mesmo segundo fui rebatido com uma tabela de preços:
-10 minutos de calcinha: R$10. 30 min nu completo: R$30. 30 min vibrador vaginal: R$50 .30 min vibrador vaginal e anal: R$60. banco do Brasil, agência: xxx-x, conta corrente: xxxxxx-x.

Tive vontade de perguntar se ela faria um "show" de 6 horas seguidas, se por acaso, algum voyeur que viajasse em sexo tântrico, estivesse disposto a pagar a quantia proporcional pela ocasião atípica. Mas, na verdade mesmo, foi a forma mais delicada que me veio a mente pra perguntar qual foi tempo máximo que ela passou com um vibrador no cu.
Percebi que a tabela de preços tinha sido uma mensagem automática e a stripper não tinha respondido o meu "oi". Preferi não insistir, afinal de contas, ela estava ocupada.

15 minutos depois disso, ela finalmente me deu um pouco da sua atenção:
-oi, só faço o show de depois do depósito na conta...
revidei:
-é óbvio que você é homem!

Nesse momento, ela ofereceu a webcam para que eu pudesse comprovar que se tratava de uma mulher, e que o trabalho era sério.
Aceitei a câmera, claro. Confesso que esperava uma madame bovary da era digital, uma coroa daquelas envelhecidas em barris de carvalho, mas nem era lá essas coisas todas.
A sua única aparição foi breve(uns 5 segundos), mas foi suficiente pra saber que se tratava de uma mulher, profissional como qualquer outra.
O papo terminou logo em seguida, quando perguntei se ela já tinha transado com alguém de carne e osso. Fui excluído precocemente da sua lista de contatos, ela não tem paciência com engraçadinhos...


Não resta dúvidas, essa moda vai pegar! as prostitutas de motel e suas práticas tradicionais se tornarão obsoletas. E também não vão demorar a aparecer os primeiros cafetões virtuais, em suas lan-house's recheadas de ninfetas, cada qual em sua cabine, com seus acessórios, e sua lista de "amigos", a quilômetros de distância, teclando de uma mão só...

[]'s

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Repentista capitalista. Repentista e capitalista.

Repentista capitalista. Repentista e capitalista. Repente com certeza, ou não, apenas para caetanear esse post (sim, eu sei, eu sei, porra!), deve ter surgido como alguma brincadeira daquelas em que vc diz uma frase, alguém diz outra na mesma rima e por aí vai até que um dos dois se dê mal. Se dê mal no caso, deixa eu explicar, é não conseguir xingar a mãe do outro no mesmo nivel em que a sua foi xingada. Vá lá que nem precisa ser a mãe, mas repentista que se preze vai ganhar em cima da mãe dos outros, não literalmente, ou sim (maldito Caetano).

Mas, repentistas, de uns tempos pra cá, especialmente em alguma praia de Recife, daquelas onde os tubarões não são competentes o suficiente, se tornaram sinônimo de "lá vem, eu só queria tomar umas brejas em paz". Quer dizer, tem seu lado bom, ainda estou pra ver um lugar onde massageiem seu ego tão bem por 1 real. Mesmo que todas as frases sejam despudoradamente decoradas o custo benefício vale. Só não vale mais do que ver algum amigo sem noção tomar a viola, mudar a afinação, tocar the doors e ainda se meter a pedir uma grana. Porra, que bem se faz ao ego do repentista com uma atitude dessas? Vai se saber se o cara gosta dos portas.

É por essas e outras que repente agora virou produto, barato se vc pechinchar, ou não (ah, vai se fuder o caetano). Aceitável, bastante, completamente, nem era para eu falar mal dos caras, enfim, fiquei arrependido agora, ou não (agora chega!).

Então!